O que é o interesse nacional?!Esta formulação serve para tudo. Serve, sobretudo, para justificar o injustificável. A pretexto do interesse nacional, elaboram-se orçamentos de Estado completamente irrealistas, que colocam as contas do Estado e do país num endividament tal ,que nehum dos nossos credores acredita na nossa capacidade de cumprimento.
O interese nacional para a gente que nos governa, há quase 15 anos, não é mais do que garantir aos parasitas do orçamento de Estado, engordarem, engordarem... Os outros que não estão sentados à mesa do orçamento, uns trabalham, tarbalham, os outros, comem as migalhas para assegurarem a sobrevivência.
Só resta a Passos Coelho demarcar-se da discussão do orçamento, caso contrário terá que pedir desculpa, mais uma vez, ao país e dar o lugar a outro.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
As mordomias Republicanas
Os privilegios e mordomias auferidos por muito dos gestores públicos portugueses são indecorosos. As monarquias despóticas ao pé da nossa "república das banas", são uma coisa muito conservadora e muito comedida. É inaceitável, mesmo escabroso, que muitos dos organismos do Estado disponibilizem aos seus quadros superiores tantas viaturas e tantas senhas de gasolina. Veja-se, por exemplo, os casos da CP e da REN. Para não ir mais longe.......
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Ser patriota é isto!
Se Passos Coelho pretende passar a mensagem que é patriota, só lhe resta votar contra o próximo orçamento. Nem necessita conhecer o documento para votar contra, ao fim e ao cabo, todos conhecemos o actual primeiro ministro.......
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
De vitória em vitória, até à derrocada final!
A opinião publicada, na sua generalidade, por que há excepções, anda a enganar o zé povinho. Isto porque há quem acredite e queira fazer crer que Portugal com esta gente irá conseguir sair da crise onde mergulhara nos últimos dez anos.
O endividademento público atingiu o limite. Veja-se: à ordem de 2 500 milhões/hora. Com o crescimento a rondar 1% ao ano, nem as despesas inerentes à elaboração dos contratos de crédito conseguirá pagar.
Com esta situação mais vale não termos orçamento para 2011, do que para o ano entrar por aqui dentro o FMI e BCE. Valha-nos ao menos Deus.......
O endividademento público atingiu o limite. Veja-se: à ordem de 2 500 milhões/hora. Com o crescimento a rondar 1% ao ano, nem as despesas inerentes à elaboração dos contratos de crédito conseguirá pagar.
Com esta situação mais vale não termos orçamento para 2011, do que para o ano entrar por aqui dentro o FMI e BCE. Valha-nos ao menos Deus.......
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Não há quem ponha cobro a isto?!?
O risco da dívida pública portuguesa é o segundo que mais sobe no mundo, apenas superado ligeiramente pelo Vietname. Fonte Dianafm
Ainda há dois dias o primeiro ministro português, no norte do país, falava em recuperação económica, dizendo que as previsões do Governo no último orçamento no que toca ao crescimento do PIB, situram-se em metade do crescimento do último semestre. Por isso, manifestou o seu já estafado optimismo. Hoje somos confrontados com a noticia da situação da dívida pública.
De duas, uma: Ou senhor primeirio ministro anda mal informado, ou mente com todos os dentes. Para nosso bem, que se verifique a primeira.....
Ainda há dois dias o primeiro ministro português, no norte do país, falava em recuperação económica, dizendo que as previsões do Governo no último orçamento no que toca ao crescimento do PIB, situram-se em metade do crescimento do último semestre. Por isso, manifestou o seu já estafado optimismo. Hoje somos confrontados com a noticia da situação da dívida pública.
De duas, uma: Ou senhor primeirio ministro anda mal informado, ou mente com todos os dentes. Para nosso bem, que se verifique a primeira.....
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Haja decoro!
O caso freeport embora esteja pejado incoerências jurídicas, trouxe à tona do pantâno em que estamos há muito mergulhados, aquilo que não pode continuar a ser feito.
Agora só resta corajem aos decisores politicos para mudarem este estado de coisas!
Agora só resta corajem aos decisores politicos para mudarem este estado de coisas!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Estou farto da demagogia do Primeiro Ministro.
As jornadas parlamentares do Partido Socialista pretenderam explicar à saciedade que, afinal, o partido não tem estado a governar mais à direita do que era seu apanágio, sobretudo, comparando esta governação com a levada a cabo pelo mesmo partido, nos anos oitenta ou senta do século passado. Esquecendo, talvez, que as pessoas não andam distraídas.
Para tanto o secretário-geral do Partido Socialista acusa o Partido Social-democrata de neo liberal pelo facto de a direcção do partido pretender “limpar” a Constituição. Como sabemos esta legislatura está investidas de poderes constituintes, serão precisos dois terços dos deputados para que a constituição possa ser objecto de revisão. Face á composição do actual parlamento, o partido socialista necessita dos votos do PSD para que uma eventual revisão seja operada.
As declarações do secretário-geral do Partido Socialista nas jornadas parlamentares indiciam que um provável acordo para alteração da Constituição ficara muito longe de se poder concretizar, se não, mesmo, impossível.
Em minha opinião irá perder-se uma excelente oportunidade para introduzir algum equilíbrio na Lei fundamental. A actual Constituição nasceu da revolução de Abril, após o famigerado PREC – período revolucionário em curso.
Não estou contra os direitos sociais em geral, não vejo é forma de assegurarmos a concretização dos mesmos com o actual modelo económico. Uma presença do Estado no mercado e nas famílias asfixiante. Uma vez que o modelo utilizado por este governo e levado até ao limite pelo actual primeiro ministro, esgotou-se com a falência do crédito fácil. Ora, se o crédito é cada vez mais escasso e, consequentemente, difícil de se obter. Fica a pergunta: como é que se consegue sustentar o actual Estado Social?
Mais uma vez o actual primeiro ministro prestou um mau serviço e deu um sinal errado ao país. Como o tempo é propício à demagogia, o desemprego dispara a cada dia que passa, as falências ocorrem todos os dias em números preocupantes, o Estado e a sociedade mais endividada. Em suma, as pessoas andam apreensivas e preocupadas, não há melhor terreno para proferir um discurso populista e demagógico. Como eu bem o conheço, Senhor Primeiro Ministro….
Para tanto o secretário-geral do Partido Socialista acusa o Partido Social-democrata de neo liberal pelo facto de a direcção do partido pretender “limpar” a Constituição. Como sabemos esta legislatura está investidas de poderes constituintes, serão precisos dois terços dos deputados para que a constituição possa ser objecto de revisão. Face á composição do actual parlamento, o partido socialista necessita dos votos do PSD para que uma eventual revisão seja operada.
As declarações do secretário-geral do Partido Socialista nas jornadas parlamentares indiciam que um provável acordo para alteração da Constituição ficara muito longe de se poder concretizar, se não, mesmo, impossível.
Em minha opinião irá perder-se uma excelente oportunidade para introduzir algum equilíbrio na Lei fundamental. A actual Constituição nasceu da revolução de Abril, após o famigerado PREC – período revolucionário em curso.
Não estou contra os direitos sociais em geral, não vejo é forma de assegurarmos a concretização dos mesmos com o actual modelo económico. Uma presença do Estado no mercado e nas famílias asfixiante. Uma vez que o modelo utilizado por este governo e levado até ao limite pelo actual primeiro ministro, esgotou-se com a falência do crédito fácil. Ora, se o crédito é cada vez mais escasso e, consequentemente, difícil de se obter. Fica a pergunta: como é que se consegue sustentar o actual Estado Social?
Mais uma vez o actual primeiro ministro prestou um mau serviço e deu um sinal errado ao país. Como o tempo é propício à demagogia, o desemprego dispara a cada dia que passa, as falências ocorrem todos os dias em números preocupantes, o Estado e a sociedade mais endividada. Em suma, as pessoas andam apreensivas e preocupadas, não há melhor terreno para proferir um discurso populista e demagógico. Como eu bem o conheço, Senhor Primeiro Ministro….
terça-feira, 29 de junho de 2010
O PSD e o futuro de Évora
Antes do mais gostaria de fazer uma declaração de interesses: integro a lista A ,e, tanto quanto sei, é a única que se candidata a mais um mandato à secção politica concelhia de Évora do partido social democrata. As eleições terão lugar na próxima sexta feira ,2 de Julho. Faço-o porque acredito no projecto político proposto por esta lista e na pessoas que pretendem levá-lo a cabo.
É conhecimento de todos os eborenses que a cidade está a passar por um momento crítico e dramático. Dir-me-ão: não é diferente do que aquilo pelo que o país atravessa no presente, todavia, não podemos justificar os nossos desaires com os desaires de terceiros. Este executivo camarário, comanda os destinos do concelho há 9 anos a esta parte e pouco ou nada fez de diferente da anterior gestão comunista.
O passivo camarário não diminui em relação ao deixado pelos comunistas; a cidade não ganhou competitividade económica; o desemprego aumentou; o emprego proposto por este executivo camarário é uma miragem para não usar um adjectivo menos agradável; o centro histórico degrada-se a cada dia que passa, quer a nível do edificado, quer a nível da sua vivência; os equipamentos desportivos não passam dos projectos; a intervenção no Rossio está para as “calendas”; a população cada vez mais envelhecida.
Com efeito e porque tenho a plena convicção de estarmos à altura dos desafios que a modernidade nos coloca, a equipa que comandará os destinos políticos concelhios do PSD de Évora, durante os próximos 2 anos, irá construir uma alternativa politica séria e capaz para levar a cidade de Évora ao futuro. O partido Socialista e o partido Comunista, já deram provas inequívocas de que fazem parte do passado.
É conhecimento de todos os eborenses que a cidade está a passar por um momento crítico e dramático. Dir-me-ão: não é diferente do que aquilo pelo que o país atravessa no presente, todavia, não podemos justificar os nossos desaires com os desaires de terceiros. Este executivo camarário, comanda os destinos do concelho há 9 anos a esta parte e pouco ou nada fez de diferente da anterior gestão comunista.
O passivo camarário não diminui em relação ao deixado pelos comunistas; a cidade não ganhou competitividade económica; o desemprego aumentou; o emprego proposto por este executivo camarário é uma miragem para não usar um adjectivo menos agradável; o centro histórico degrada-se a cada dia que passa, quer a nível do edificado, quer a nível da sua vivência; os equipamentos desportivos não passam dos projectos; a intervenção no Rossio está para as “calendas”; a população cada vez mais envelhecida.
Com efeito e porque tenho a plena convicção de estarmos à altura dos desafios que a modernidade nos coloca, a equipa que comandará os destinos políticos concelhios do PSD de Évora, durante os próximos 2 anos, irá construir uma alternativa politica séria e capaz para levar a cidade de Évora ao futuro. O partido Socialista e o partido Comunista, já deram provas inequívocas de que fazem parte do passado.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Só a si o deve.
Para nosso infortúnio, pelo menos para o meu, a morte do escritor e prémio Nobel José Saramago veio trazer a lume mais uma vez as fragilidades e inabilidades politicas do actual presidente da república, prof. Cavaco e Silva.
Não é a primeira vez que o país fica perplexo, não todos, é certo, mas muitos portugueses ficaram, com as tomadas de decisão do PR. Para reavivar a memória colectiva, porque há quem diga que a nossa, em particular, é fraca. A primeira vez, aquando da alteração legislativa do estatutos dos Açores, fez parar o país, está a fazer quase um ano, com aquela enigmática declaração feita aos portugueses. A segunda vez, fora a forma como geriu o silêncio ensurdecedor sobre a alegada vigilância ao palácio de Belém, feita por um órgão do policia criminal a mando do Governo. A última, fora a justificação mirabolante que arranjou para não vetar politicamente a Lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Na verdade, não escrevo esta crónica para fazer a defesa dos méritos ou deméritos do Nobel da literatura. O meu conhecimento sobre literatura não me permite fazer nenhum tipo de juízo. Porém, do pouco que li do escritor, gostei. Agora não posso deixar de reconhecer que, o contributo dado pelo José Saramago, à cultura e, em particular à literatura portuguesa, é inestimável e inquestionável.
Pelas razões aqui aduzidas, qualquer cidadão constituído de bom senso concluirá que o escritor José Saramago é uma personalidade portuguesa incontornável e devemos estar todos reconhecidos pelo contributo dado por ele na projecção da nossa cultura no mundo inteiro.
Por isso, sem tibiezas e eufemismos baratos, o Presidente da República Portuguesa, por força de imperativo constitucional, é o máximo representante da nação. Mais, jurou a constituição aquando da sua posse. Por isso, era seu dever, como presidente da república, ter estado no funeral do Nobel José Saramago. Não esteve.
Resta-me perguntar por que é não esteve. Se foram razões pessoais que motivaram a sua ausência, não pode ser chefe de Estado. Se outras houve, ficámos sem as perceber. Temo, por isso, que o actual chefe de Estado irá ser o primeiro a não ser reeleito. Se isso suceder, só a si o deve.
Não é a primeira vez que o país fica perplexo, não todos, é certo, mas muitos portugueses ficaram, com as tomadas de decisão do PR. Para reavivar a memória colectiva, porque há quem diga que a nossa, em particular, é fraca. A primeira vez, aquando da alteração legislativa do estatutos dos Açores, fez parar o país, está a fazer quase um ano, com aquela enigmática declaração feita aos portugueses. A segunda vez, fora a forma como geriu o silêncio ensurdecedor sobre a alegada vigilância ao palácio de Belém, feita por um órgão do policia criminal a mando do Governo. A última, fora a justificação mirabolante que arranjou para não vetar politicamente a Lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Na verdade, não escrevo esta crónica para fazer a defesa dos méritos ou deméritos do Nobel da literatura. O meu conhecimento sobre literatura não me permite fazer nenhum tipo de juízo. Porém, do pouco que li do escritor, gostei. Agora não posso deixar de reconhecer que, o contributo dado pelo José Saramago, à cultura e, em particular à literatura portuguesa, é inestimável e inquestionável.
Pelas razões aqui aduzidas, qualquer cidadão constituído de bom senso concluirá que o escritor José Saramago é uma personalidade portuguesa incontornável e devemos estar todos reconhecidos pelo contributo dado por ele na projecção da nossa cultura no mundo inteiro.
Por isso, sem tibiezas e eufemismos baratos, o Presidente da República Portuguesa, por força de imperativo constitucional, é o máximo representante da nação. Mais, jurou a constituição aquando da sua posse. Por isso, era seu dever, como presidente da república, ter estado no funeral do Nobel José Saramago. Não esteve.
Resta-me perguntar por que é não esteve. Se foram razões pessoais que motivaram a sua ausência, não pode ser chefe de Estado. Se outras houve, ficámos sem as perceber. Temo, por isso, que o actual chefe de Estado irá ser o primeiro a não ser reeleito. Se isso suceder, só a si o deve.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O decoro, não abunda.
A comissão europeia veio informar que, pese embora, o plano de austeridade apresentado pelo governo português para ano em curso seja suficiente, todavia, para o ano de 2011 deve ser mais ambicioso. Isto significa, de forma dura e crua, que o próximo ano irá ser mais difícil para os portugueses, sobretudo, para os trabalhadores e pensionistas.
Na verdade, apesar de todos devermos contribuir com esforço e, acima de tudo, ficando com menos dinheiro disponível nas nossas carteiras, esse esforço dever ser equitativo. Quem pode contribuir mais, deve fazê-lo em nome da solidariedade social.
Para tanto, o Estado tem que dar um sinal claro aos representados, que somos todos nós, “Zé Povinho” em geral, que está empenhado e decidido em cortar na despesa supérflua e desnecessária. Por que o acordo para a alteração do PEC, estabelecido entre o partido do Governo e o principal partido da oposição, para além das medidas conhecidas por todos que visam o agravamento dos impostos directos e indirectos, havia uma outra que, muitos denominaram de simbólica, que visa a diminuição em 5% dos vencimentos dos titulares de cargos políticos.
Acontece porém que, os mesmos partidos que acordaram em levar a cabo essa medida, são os mesmos que na sua concretização em Lei, excepcionaram a sua aplicação a um conjunto de cargos de nomeação politica (chefes de gabinete, assessores, directores e sub directores gerais, entre outros). Isto é um sinal, infelizmente, não consigo ver outra coisa: de que esta gente ainda não percebeu que a situação é grave e pode ser explosiva a nível social.
Com efeito, ou os políticos portugueses interiorizam a premissa que já não existe mais margem de manobra, politica e social, porque já não podem aumentar os salários dos funcionários públicos em 2,9%, nem darem Magalhães às criancinhas do básico. Por isso, têm de uma vez por todas, de acabar com os sinais contraditórios e ofensivos da inteligência dos governados, ou então, não faltará muito tempo para termos o poder na rua.
Na verdade, apesar de todos devermos contribuir com esforço e, acima de tudo, ficando com menos dinheiro disponível nas nossas carteiras, esse esforço dever ser equitativo. Quem pode contribuir mais, deve fazê-lo em nome da solidariedade social.
Para tanto, o Estado tem que dar um sinal claro aos representados, que somos todos nós, “Zé Povinho” em geral, que está empenhado e decidido em cortar na despesa supérflua e desnecessária. Por que o acordo para a alteração do PEC, estabelecido entre o partido do Governo e o principal partido da oposição, para além das medidas conhecidas por todos que visam o agravamento dos impostos directos e indirectos, havia uma outra que, muitos denominaram de simbólica, que visa a diminuição em 5% dos vencimentos dos titulares de cargos políticos.
Acontece porém que, os mesmos partidos que acordaram em levar a cabo essa medida, são os mesmos que na sua concretização em Lei, excepcionaram a sua aplicação a um conjunto de cargos de nomeação politica (chefes de gabinete, assessores, directores e sub directores gerais, entre outros). Isto é um sinal, infelizmente, não consigo ver outra coisa: de que esta gente ainda não percebeu que a situação é grave e pode ser explosiva a nível social.
Com efeito, ou os políticos portugueses interiorizam a premissa que já não existe mais margem de manobra, politica e social, porque já não podem aumentar os salários dos funcionários públicos em 2,9%, nem darem Magalhães às criancinhas do básico. Por isso, têm de uma vez por todas, de acabar com os sinais contraditórios e ofensivos da inteligência dos governados, ou então, não faltará muito tempo para termos o poder na rua.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Apenas as Escolas do interior!
Na passada semana, pela voz da senhora ministra da educação soubemos que as escolas do ensino básico, primeiros ciclo, as antigas primárias, com menos de 20 alunos iriam fechar. Até aqui, aparentemente, nada. De resto, estamos a viver um período de crise e, todas as medidas que visem a reorganização das funções do Estado, tendo em conta a diminuição da despesa pública, são bem vindas
Porém, numa análise mais cuidada, esta medida terá repercussões, sobretudo, no interior do país. Todos sabemos que é no interior onde residem menos pessoas e, que, a população residente, cada dia que passa se torna mais velha.
Dito isto, resulta claro, de que é mais uma medida contra o interior do país. Como alentejano que defende a coesão territorial, aliás, desígnio constitucional, não posso conformar-me com ela. De forma alguma.
Neste país quando há a necessidade de corrigir os desequilíbrios orçamentais, são sempre os mesmos a pagarem a factura. Os com menos voz e, no nosso caso, porque somos menos, por isso, representamos menos votos. Sendo, assim, uma medida fácil para este Governo, que só demonstra ser forte com aqueles que menos meios têm para o enfrentar.
Na verdade, se a redução da despesa é uma questão incontornável, porque é que este ano se contabilizou uma verba que aumenta a despesa do Ministério da Educação em 400 milhões de euros. Segundo consta foi o preço a pagar pelas tréguas com o secretário-geral da Fenprof.
O Alentejo como, aliás, o resto do interior, não pode ficar calado perante os ataques que este Governo tem, sistematicamente, feito ao interior. Umas vezes por omissão, outras, por acção. Ou o poder central toma a consciência desse facto e inverte o caminho, ou o interior do pais, talvez não sejam precisos muitos anos, transformar-se-á numa terra sem gente e totalmente descaracterizada.
Porém, numa análise mais cuidada, esta medida terá repercussões, sobretudo, no interior do país. Todos sabemos que é no interior onde residem menos pessoas e, que, a população residente, cada dia que passa se torna mais velha.
Dito isto, resulta claro, de que é mais uma medida contra o interior do país. Como alentejano que defende a coesão territorial, aliás, desígnio constitucional, não posso conformar-me com ela. De forma alguma.
Neste país quando há a necessidade de corrigir os desequilíbrios orçamentais, são sempre os mesmos a pagarem a factura. Os com menos voz e, no nosso caso, porque somos menos, por isso, representamos menos votos. Sendo, assim, uma medida fácil para este Governo, que só demonstra ser forte com aqueles que menos meios têm para o enfrentar.
Na verdade, se a redução da despesa é uma questão incontornável, porque é que este ano se contabilizou uma verba que aumenta a despesa do Ministério da Educação em 400 milhões de euros. Segundo consta foi o preço a pagar pelas tréguas com o secretário-geral da Fenprof.
O Alentejo como, aliás, o resto do interior, não pode ficar calado perante os ataques que este Governo tem, sistematicamente, feito ao interior. Umas vezes por omissão, outras, por acção. Ou o poder central toma a consciência desse facto e inverte o caminho, ou o interior do pais, talvez não sejam precisos muitos anos, transformar-se-á numa terra sem gente e totalmente descaracterizada.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Com culpa no cartório!
O país caiu num buraco onde dificilmente sairá. Vivemos, sobretudo, nos últimos 15 anos, do endividamento externo. Se sair, sairá mais pobre e menos preparado para enfrentar o mundo cada vez mais globalizado. O nosso tecido económico assenta na produção dos bens não transaccionáveis e, a grande maioria das nossas empresas são micro, pequenas e médias , por isso, quando a crise for debelada lá fora, nós ainda teremos às costas os nossos problemas estruturais, o que fará com que o nosso país se afaste ainda mais dos países desenvolvidos.
Na verdade, não conseguimos ou não quisemos antecipar a crise. Tivemos Governos cuja preocupação era gerir o “satus quo”, e proteger as suas clientelas. Por outro lado, uma sociedade civil pouco activa, mais preocupada em garantir as mordomias conquistadas, do que em exigir responsabilidades. E tudo prosseguia, calmamente, o crédito a preços nunca vistos o que permitira as empresas e as famílias endividarem-se em valores muito acima das suas reais possibilidades.
Sucede que, este modus vivendi, um dia teria que parar. E parou. Os números das contas públicas e privadas vieram à luz do dia, e os nossos “amigos” credores deixaram de olhar para nós como pessoas solventes, para passarem a olhar-nos como devedores com um grande risco de insolvência. Com efeito, o crédito externo passou a ser mais escasso e, ainda por cima, mais caro.
O que fazer face a isto, terá perguntado o primeiro ministro aos seus botões. Continuar com a politica espectáculo, maquilhando, reiteradamente, os números das contas públicas, do desemprego e da necessidade de recorrer aos grandes investimentos públicos ou parar com intuito de inverter caminho. Num primeiro momento ainda optou pela facilidade, veja-se, por exemplo, as premissas do Orçamento de Estado e, ulteriormente, do PEC.
Acontece porém que, os mercados internacionais, não foram na conversa fiada e exigiram mais contenção, pelo que o senhor primeiro ministro com a ajuda inevitável do líder do maior partido da oposição, optaram pelo segundo caminho e, daí o plano de austeridade que entrará, inapelavelmente, nos bolsos dos portugueses. Por conseguinte, não se cansem a encontrar culpados, porque temos todos a nossa quota-parte de responsabilidade
Na verdade, não conseguimos ou não quisemos antecipar a crise. Tivemos Governos cuja preocupação era gerir o “satus quo”, e proteger as suas clientelas. Por outro lado, uma sociedade civil pouco activa, mais preocupada em garantir as mordomias conquistadas, do que em exigir responsabilidades. E tudo prosseguia, calmamente, o crédito a preços nunca vistos o que permitira as empresas e as famílias endividarem-se em valores muito acima das suas reais possibilidades.
Sucede que, este modus vivendi, um dia teria que parar. E parou. Os números das contas públicas e privadas vieram à luz do dia, e os nossos “amigos” credores deixaram de olhar para nós como pessoas solventes, para passarem a olhar-nos como devedores com um grande risco de insolvência. Com efeito, o crédito externo passou a ser mais escasso e, ainda por cima, mais caro.
O que fazer face a isto, terá perguntado o primeiro ministro aos seus botões. Continuar com a politica espectáculo, maquilhando, reiteradamente, os números das contas públicas, do desemprego e da necessidade de recorrer aos grandes investimentos públicos ou parar com intuito de inverter caminho. Num primeiro momento ainda optou pela facilidade, veja-se, por exemplo, as premissas do Orçamento de Estado e, ulteriormente, do PEC.
Acontece porém que, os mercados internacionais, não foram na conversa fiada e exigiram mais contenção, pelo que o senhor primeiro ministro com a ajuda inevitável do líder do maior partido da oposição, optaram pelo segundo caminho e, daí o plano de austeridade que entrará, inapelavelmente, nos bolsos dos portugueses. Por conseguinte, não se cansem a encontrar culpados, porque temos todos a nossa quota-parte de responsabilidade
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A nuvem socialista.
A nuvem de cinzas vinda do vulcão islandês que, paralizou e, de alguma forma, ainda condiciona o tráfego aéreo no espaço europeu , não é nada quando comparada com a nuvem socialista que assola Portugal. Estamos à beira do sufoco total.
Novo rumo
A confusão instalou-se de vez na vida politica portuguesa. O governo está sem margem de manobra para levar por diante a sua politica que, consiste no atirar de dinheiro para cima dos problemas, pois, a torneira que até aqui o jorrara, estancou. A política do espectáculo tão cara ao primeiro-ministro, não mais pode ser levada a cabo.
Na verdade, a crise económica mundial só veio antecipar a nossa crise e por a descoberto as nossas contas, quer públicas, quer privadas. Foram anos de completa e total irresponsabilidade, endividarmo-nos para consumir julgando que já éramos ricos. Os investimentos reprodutivos contam-se, infelizmente, pelos dedos de poucas mãos.
Porém, é que ninguém pode alijar responsabilidades, uns por acção, outros por omissão E quando falo em responsabilidade estou a reportar-me a todos aqueles que têm competência para agirem. O governo, os partidos com assento parlamentar, as entidades fiscalizadoras, relevo aqui o Governador do Banco de Portugal e o Presidente do Tribunal de Contas e as Direcções Gerais do Orçamento e das Contribuições e Impostos e por último, não como actuante, mas como garante do regular funcionamento das instituições, o Presidente da República. Os números do défice, da dívida do Estado e do endividamento externo, desde há muito eram conhecidos. Nem por isso se quis tornar público o estado da situação económica do país para que se pudesse proceder a um debate com a seriedade que o problema obrigara.
Chegados a este descalabro, provocado, sobretudo, pela irresponsabilidade de todos aqueles que defendem o modelo económico com base na intervenção do Estado nos mercados. Como bem ensinam os manuais da economia, os Estados nunca foram bons a desempenhar as funções de proprietário, empresário e accionista. Com efeito, só poderíamos chegar ao ponto de ruptura.
Ora, os sacrifícios chegaram e irão bater à porta das casas dos portugueses, ninguém tenha
dúvidas disso. Acontece porém que, não serão proporcionais, os que mais contribuíram para esta dramática situação, não serão aqueles que, proporcionalmente, terão que fazer mais restrições. Veja-se, por exemplo, a taxa reduzida do IVA, irá ter um aumento de 20%, enquanto as outras taxas deste imposto terão um aumento inferior.
Isto posto, temo, infelizmente temo, que, a lição não seja novamente aprendida, mas que é uma boa oportunidade para mudarmos de rumo, disso não tenho muitas dúvidas.
Na verdade, a crise económica mundial só veio antecipar a nossa crise e por a descoberto as nossas contas, quer públicas, quer privadas. Foram anos de completa e total irresponsabilidade, endividarmo-nos para consumir julgando que já éramos ricos. Os investimentos reprodutivos contam-se, infelizmente, pelos dedos de poucas mãos.
Porém, é que ninguém pode alijar responsabilidades, uns por acção, outros por omissão E quando falo em responsabilidade estou a reportar-me a todos aqueles que têm competência para agirem. O governo, os partidos com assento parlamentar, as entidades fiscalizadoras, relevo aqui o Governador do Banco de Portugal e o Presidente do Tribunal de Contas e as Direcções Gerais do Orçamento e das Contribuições e Impostos e por último, não como actuante, mas como garante do regular funcionamento das instituições, o Presidente da República. Os números do défice, da dívida do Estado e do endividamento externo, desde há muito eram conhecidos. Nem por isso se quis tornar público o estado da situação económica do país para que se pudesse proceder a um debate com a seriedade que o problema obrigara.
Chegados a este descalabro, provocado, sobretudo, pela irresponsabilidade de todos aqueles que defendem o modelo económico com base na intervenção do Estado nos mercados. Como bem ensinam os manuais da economia, os Estados nunca foram bons a desempenhar as funções de proprietário, empresário e accionista. Com efeito, só poderíamos chegar ao ponto de ruptura.
Ora, os sacrifícios chegaram e irão bater à porta das casas dos portugueses, ninguém tenha
dúvidas disso. Acontece porém que, não serão proporcionais, os que mais contribuíram para esta dramática situação, não serão aqueles que, proporcionalmente, terão que fazer mais restrições. Veja-se, por exemplo, a taxa reduzida do IVA, irá ter um aumento de 20%, enquanto as outras taxas deste imposto terão um aumento inferior.
Isto posto, temo, infelizmente temo, que, a lição não seja novamente aprendida, mas que é uma boa oportunidade para mudarmos de rumo, disso não tenho muitas dúvidas.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Patriotismo.
A dívida pública e o endividamento externo do nosso país são temas que, todos os dias, fazem a manchete das primeiras páginas dos jornais e abrem os noticiários das nossas televisões. Tendo em conta esta realidade, o que fazer? Para aqueles que têm uma visão mais objectiva da vida, é uma grande oportunidade para procedermos às reformas estruturais que o país há muito vem exigindo. Para os aparentemente optimistas é a fuga para a frente. Entre os quais eu incluo o actual Governo. Mais endividamento, para que se possa realizar as grandes obras públicas.
Com efeito, será que a construção da linha de alta velocidade Lisboa/Madrid é um investimento prioritário? Será que a construção do novo aeroporto de Lisboa é um investimento prioritário? Será que a terceira travessia do Tejo é um investimento prioritário? São dúvidas que assolam muitos de nós e, não vejo ninguém a querer dissipá-las. Nem governo, nem os intitulados especialistas. Vejo, aliás, muita gente a tomar posição, seja a favor ou seja contra, porém, sem demonstrarem um distanciamento claro sobre a matéria. Ficamos ainda mais confusos.
Se estas obras não são prioridade para o desenvolvimento do país, acabe-se de uma vez por todas com a discussão e recoloque-se a questão naquilo que nos verdadeiramente importa. Nos investimentos que relancem e preparem a nossa economia que, desde há muito anda debilitada, para os desafios colocados pela Globalização. Ainda ontem ouvi um especialista espanhol na matéria a afirmar que o problema fulcral das economias portuguesas e espanhola, está ligado à perda de competitividade. Entre outras coisas, pagamos salários desadequados em função do que produzimos.
Ora, face ao panorama actual, com uma Europa em crise politica, económica e social, só nos resta encontramos um caminho que vá de encontro às expectativas de todos como nação. E, para isso, teremos de encontrar consensos que visem um Portugal mais moderno e consequentemente mais competitivo, ainda que, estes não beneficiem as empresas, corporações ou grupos ditos do regime. Chegou a altura de sermos mais patriotas.
Com efeito, será que a construção da linha de alta velocidade Lisboa/Madrid é um investimento prioritário? Será que a construção do novo aeroporto de Lisboa é um investimento prioritário? Será que a terceira travessia do Tejo é um investimento prioritário? São dúvidas que assolam muitos de nós e, não vejo ninguém a querer dissipá-las. Nem governo, nem os intitulados especialistas. Vejo, aliás, muita gente a tomar posição, seja a favor ou seja contra, porém, sem demonstrarem um distanciamento claro sobre a matéria. Ficamos ainda mais confusos.
Se estas obras não são prioridade para o desenvolvimento do país, acabe-se de uma vez por todas com a discussão e recoloque-se a questão naquilo que nos verdadeiramente importa. Nos investimentos que relancem e preparem a nossa economia que, desde há muito anda debilitada, para os desafios colocados pela Globalização. Ainda ontem ouvi um especialista espanhol na matéria a afirmar que o problema fulcral das economias portuguesas e espanhola, está ligado à perda de competitividade. Entre outras coisas, pagamos salários desadequados em função do que produzimos.
Ora, face ao panorama actual, com uma Europa em crise politica, económica e social, só nos resta encontramos um caminho que vá de encontro às expectativas de todos como nação. E, para isso, teremos de encontrar consensos que visem um Portugal mais moderno e consequentemente mais competitivo, ainda que, estes não beneficiem as empresas, corporações ou grupos ditos do regime. Chegou a altura de sermos mais patriotas.
Liberdade sem responsabilidade.
No passado domingo o país celebrou o 36.º aniversário da revolução de Abril. A Assembleia da república mais uma vez acolheu os mais altos dignatários do país para a comemoração da data. Como de costume, tiveram a palavra os representantes dos grupos parlamentares com assento na Assembleia, o Presidente da assembleia e por fim o presidente da República.
O deputado do PSD Aguiar branco trouxe ao plenário um discurso considerado por todos inovador na forma e no conteúdo. Apresentou-se de cravo vermelho na lapela demonstrando que, não há os democratas de primeira e os de segunda, tendo como destinatário deste recado, a esquerda radical. De conteúdo, porque tentou desmistificar a ideia que determinados pensadores tidos de esquerda, são monopólio exclusivo dos partidos de esquerda. Viver em liberdade, significa entre outras coisas, o respeito e a tolerância por quem defende ideias e ideais diferentes.
Quanto aos representantes dos partidos de esquerda não vou aqui individualizar a intervenção de cada um deles, não só porque tornaria esta crónica muita extensa, mas sobretudo porque mantiveram as ideias dos discursos do passado. Reivindicando mais direitos para os trabalhadores, ignorando que fora o excesso dos privilégios e mordomias atribuídos, não para todos os funcionários, mas, sobretudo, para os quadros intermédios e superiores, que contribuiu para o aumento quer da despesa pública, quer da despesa privada. Como julgo saber, é por todos conhecido, que o país está endividado até ao limite da sua capacidade e tem tido crescimentos da produtividade ao longo dos últimos muito aquém da média europeia.
Sua excelência o Presidente da república, através do seu discurso, colocou o enfoque no desenvolvimento económico, apontando como parte da solução para a saída da crise, o mar e as suas potencialidades, por um lado, por outro, o desenvolvimento da indústria criativa situada na região do grande Porto. Parece-me correcto a avaliação que faz dos nossos recursos e potencialidades, pena é que, quando fora chefe de governo, não tivesse implementado estas soluções. Agora, talvez seja tarde de mais.
Não obstante a democracia ter-nos trazido direitos, liberdades e garantias, porém, volvidos 36 anos da revolução dos cravos, como nação, ainda não conseguimos consolidar a plena democracia. Falta garantir a todos os cidadãos a igualdade perante a lei; que a meritocracia seja um pressuposto para a ascensão social e profissional; que os detentores dos cargos públicos olhem para a coisa pública, como um fim e não como meio para obterem privilégios e mordomias. Por fim, falta-nos ainda levar a todos os portugueses os deveres que integram a cidadania. Sem isto, poderemos vir a assistir a uma revolução ao contrário.
O deputado do PSD Aguiar branco trouxe ao plenário um discurso considerado por todos inovador na forma e no conteúdo. Apresentou-se de cravo vermelho na lapela demonstrando que, não há os democratas de primeira e os de segunda, tendo como destinatário deste recado, a esquerda radical. De conteúdo, porque tentou desmistificar a ideia que determinados pensadores tidos de esquerda, são monopólio exclusivo dos partidos de esquerda. Viver em liberdade, significa entre outras coisas, o respeito e a tolerância por quem defende ideias e ideais diferentes.
Quanto aos representantes dos partidos de esquerda não vou aqui individualizar a intervenção de cada um deles, não só porque tornaria esta crónica muita extensa, mas sobretudo porque mantiveram as ideias dos discursos do passado. Reivindicando mais direitos para os trabalhadores, ignorando que fora o excesso dos privilégios e mordomias atribuídos, não para todos os funcionários, mas, sobretudo, para os quadros intermédios e superiores, que contribuiu para o aumento quer da despesa pública, quer da despesa privada. Como julgo saber, é por todos conhecido, que o país está endividado até ao limite da sua capacidade e tem tido crescimentos da produtividade ao longo dos últimos muito aquém da média europeia.
Sua excelência o Presidente da república, através do seu discurso, colocou o enfoque no desenvolvimento económico, apontando como parte da solução para a saída da crise, o mar e as suas potencialidades, por um lado, por outro, o desenvolvimento da indústria criativa situada na região do grande Porto. Parece-me correcto a avaliação que faz dos nossos recursos e potencialidades, pena é que, quando fora chefe de governo, não tivesse implementado estas soluções. Agora, talvez seja tarde de mais.
Não obstante a democracia ter-nos trazido direitos, liberdades e garantias, porém, volvidos 36 anos da revolução dos cravos, como nação, ainda não conseguimos consolidar a plena democracia. Falta garantir a todos os cidadãos a igualdade perante a lei; que a meritocracia seja um pressuposto para a ascensão social e profissional; que os detentores dos cargos públicos olhem para a coisa pública, como um fim e não como meio para obterem privilégios e mordomias. Por fim, falta-nos ainda levar a todos os portugueses os deveres que integram a cidadania. Sem isto, poderemos vir a assistir a uma revolução ao contrário.
A importância da descentralização!
Realizou-se no passado sábado uma assembleia municipal descentralizada, na freguesia de Guadalupe. Estive presente em substituição do presidente da junta de Freguesia de Sé e S. Pedro. Como sabem os presidentes de junta têm assento nas Assembleias Municipais.
Estas iniciativas, para além de outros aspectos, relevam de importância pelo facto de permitirem aos Deputados Municipais constatarem no local as carências e as potencialidades, no caso, da vida fora dos centros urbanos.
A freguesia de Guadalupe tem cerca de 500 habitantes, e, é constituída por uma população bastante envelhecida. As crianças, são cada vez menos, salvo erro, porque estou a citar de memória, o número de crianças em condições de frequentar o próximo ano lectivo, no primeiro ciclo do ensino básico, antiga primeira classe, não ultrapassa, os quatro. Esta realidade é desoladora e preocupante.
Tivemos, também, a oportunidade de visitar o Cromeleque dos Almendres. Há mais de cinco anos que não ia ao local e, fiquei perplexo com o que pude assistir. O estado de conservação do espaço envolvente ao monumento, é quase deplorável. Sujo e pouco cuidado. As autoridades que tutelam os monumentos, têm a obrigação de entrevir na manutenção da conservação de espaços como este. Bem sei que o Cromeleque se situa numa propriedade privada, porém, que se constitua um protocolo com os proprietários visando a manutenção da dignidade que estes monumentos classificados suscitam.
Na verdade, o Cromeleque dos Almendres pode e deve ser uma âncora no desenvolvimento da freguesia de Guadalupe. Na sou entendido na matéria, mas dado á raridade do monumento, Megalítico que, significa pedras grandes, mais conhecidas por menires e, fora construído há mais de 6 mil anos. Se o espaço for tratado no sentido de lhe trazer dignidade e, assim, os visitantes puderem fruir com prazer o local e obterem informação sobre a importância do período megalítico na pré-história. De certeza que o local será visitado por muitas mais pessoas e a freguesia beneficiará, certamente, com o aumento do número de visitantes, económica e socialmente.
Estas iniciativas, para além de outros aspectos, relevam de importância pelo facto de permitirem aos Deputados Municipais constatarem no local as carências e as potencialidades, no caso, da vida fora dos centros urbanos.
A freguesia de Guadalupe tem cerca de 500 habitantes, e, é constituída por uma população bastante envelhecida. As crianças, são cada vez menos, salvo erro, porque estou a citar de memória, o número de crianças em condições de frequentar o próximo ano lectivo, no primeiro ciclo do ensino básico, antiga primeira classe, não ultrapassa, os quatro. Esta realidade é desoladora e preocupante.
Tivemos, também, a oportunidade de visitar o Cromeleque dos Almendres. Há mais de cinco anos que não ia ao local e, fiquei perplexo com o que pude assistir. O estado de conservação do espaço envolvente ao monumento, é quase deplorável. Sujo e pouco cuidado. As autoridades que tutelam os monumentos, têm a obrigação de entrevir na manutenção da conservação de espaços como este. Bem sei que o Cromeleque se situa numa propriedade privada, porém, que se constitua um protocolo com os proprietários visando a manutenção da dignidade que estes monumentos classificados suscitam.
Na verdade, o Cromeleque dos Almendres pode e deve ser uma âncora no desenvolvimento da freguesia de Guadalupe. Na sou entendido na matéria, mas dado á raridade do monumento, Megalítico que, significa pedras grandes, mais conhecidas por menires e, fora construído há mais de 6 mil anos. Se o espaço for tratado no sentido de lhe trazer dignidade e, assim, os visitantes puderem fruir com prazer o local e obterem informação sobre a importância do período megalítico na pré-história. De certeza que o local será visitado por muitas mais pessoas e a freguesia beneficiará, certamente, com o aumento do número de visitantes, económica e socialmente.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Para inglês ver...
Sem pretender tirar eventuais méritos ao projecto apresentado ontem pela EDP, designado por Inov City, de que a cidade de Évora será pioneira. Não me parece, contudo, que uma tenda montada há vários dias a esta parte na nossa principal praça, possa ser justificada por tal evento.
Eventos deste cariz deveriam ser realizados em espaços construídos para o efeito. Não me parece curial nem sensato que, se condicione a fruição de um espaço com a beleza e a importância da praça do Giraldo, durante cinco dias, a propósito de uma campanha publicitária. Seja qual for a sua natureza. Por maioria de razão, quando esses dias corresponderam ao fim de semana da Páscoa. Perguntem aos turistas se gostam de ver “tendas” nos locais de interesse turísticos das cidades que visitam. Não me parece que fiquem agradados com tal facto..
No sentido de se dar mais capacidade económica à cidade, o poder politico local eborense, deveria preocupar-se em colmatar as lacunas que existem ao nível de algumas infra-estruturas, como por exemplo, na construção de um espaço com dimensão e capacidade para albergar eventos, congressos e reuniões, do que associar-se a estas campanhas publicitárias, que, praticamente, só beneficiam quem as organiza. No caso concreto, a EDP e o Governo.
O executivo camarário em vez de se deixar “embriagar” por estes eventos, que tanto agradam ao primeiro-ministro e seus sequazes. Deveria, isso sim, porque é do interesse da região e em especial da cidade, pressionar a administração central no sentido de criar condições para que o investimento privado e público venha a ser uma realidade. Porque, infelizmente, tem sido uma verdadeira miragem. Só com investimento é que a cidade se desenvolverá e, consequentemente, criará condições favoráveis a todos aqueles que nela habitam, como, também, será no futuro a curto prazo mais atractiva para aqueles que pretendam sair do litoral que, cada vez mais, oferece menos qualidade de vida aos que lá habitam.
Eventos deste cariz deveriam ser realizados em espaços construídos para o efeito. Não me parece curial nem sensato que, se condicione a fruição de um espaço com a beleza e a importância da praça do Giraldo, durante cinco dias, a propósito de uma campanha publicitária. Seja qual for a sua natureza. Por maioria de razão, quando esses dias corresponderam ao fim de semana da Páscoa. Perguntem aos turistas se gostam de ver “tendas” nos locais de interesse turísticos das cidades que visitam. Não me parece que fiquem agradados com tal facto..
No sentido de se dar mais capacidade económica à cidade, o poder politico local eborense, deveria preocupar-se em colmatar as lacunas que existem ao nível de algumas infra-estruturas, como por exemplo, na construção de um espaço com dimensão e capacidade para albergar eventos, congressos e reuniões, do que associar-se a estas campanhas publicitárias, que, praticamente, só beneficiam quem as organiza. No caso concreto, a EDP e o Governo.
O executivo camarário em vez de se deixar “embriagar” por estes eventos, que tanto agradam ao primeiro-ministro e seus sequazes. Deveria, isso sim, porque é do interesse da região e em especial da cidade, pressionar a administração central no sentido de criar condições para que o investimento privado e público venha a ser uma realidade. Porque, infelizmente, tem sido uma verdadeira miragem. Só com investimento é que a cidade se desenvolverá e, consequentemente, criará condições favoráveis a todos aqueles que nela habitam, como, também, será no futuro a curto prazo mais atractiva para aqueles que pretendam sair do litoral que, cada vez mais, oferece menos qualidade de vida aos que lá habitam.
terça-feira, 30 de março de 2010
Responsabilidade!
As eleições realizadas no passado dia 26 de Março para a eleição do presidente do Partido Social democrata, determinaram a eleição do dr. Pedro Passos Coelho como líder. O resultado foi inequívoco, e, não será por falta de legitimidade que não conseguirá unir o partido. O voto dos militantes foi, absolutamente, claro.
Esta presidência tem pela frente vários e difíceis desafios. Por um lado, apaziguar o partido, pois, os últimos anos têm sido cheios de disputas internas e de querelas pessoais. Por outro, irá encontrar um país desmotivado, desconfiado da classe politica, endividado e, altamente, descredibilizado junto das instâncias internacionais, quer politicas, como, também, junto dos mercados financeiros.
Por tudo isto, a Pedro passos coelho, não lhe restará outro caminho que não o de constituir uma oposição presidida, acima de tudo, pelo interesse nacional. Para tanto deve escolher os mais capazes e os mais disponíveis para juntos encetarem uma nova atitude perante os problemas do país. Como tivemos a oportunidade de constatar, para nosso infortúnio, o despejar milhões de euros para cima dos problemas, só tivera um resultado.. O aumento descontrolado da dívida pública. Como é apanágio no “verbo” dos economistas sérios, esta politica é penalizadora, sobretudo, das gerações vindouras. Fomos enganados
Na verdade, o partido Socialista desculpem a expressão, mas não me ocorre outra de momento, comeu e/ou deu a comer, a carne do lombo, todavia, deixou as vísceras e os ossos para quem vier a seguir. Daqui a dois anos, ou nas próximas legislativas.
Como militante do partido e, sobretudo, como cidadão deste país, espero que PPC muito, sinceramente, tenha a lucidez e o sentido patriótico, para levar a cabo a difícil missão que lhe foi conferida pelos militante na passada sexta-feira, de mudar o discurso politico até aqui utilizado pelo PS e falar cara á cara, com os portugueses. Explicar de forma cabal todas as posições que tomar como líder do maior partido da oposição. A sua sorte, será também a dos seus concidadãos. Nunca na nossa história politica, se exigiu tanta responsabilidade à oposição.
Esta presidência tem pela frente vários e difíceis desafios. Por um lado, apaziguar o partido, pois, os últimos anos têm sido cheios de disputas internas e de querelas pessoais. Por outro, irá encontrar um país desmotivado, desconfiado da classe politica, endividado e, altamente, descredibilizado junto das instâncias internacionais, quer politicas, como, também, junto dos mercados financeiros.
Por tudo isto, a Pedro passos coelho, não lhe restará outro caminho que não o de constituir uma oposição presidida, acima de tudo, pelo interesse nacional. Para tanto deve escolher os mais capazes e os mais disponíveis para juntos encetarem uma nova atitude perante os problemas do país. Como tivemos a oportunidade de constatar, para nosso infortúnio, o despejar milhões de euros para cima dos problemas, só tivera um resultado.. O aumento descontrolado da dívida pública. Como é apanágio no “verbo” dos economistas sérios, esta politica é penalizadora, sobretudo, das gerações vindouras. Fomos enganados
Na verdade, o partido Socialista desculpem a expressão, mas não me ocorre outra de momento, comeu e/ou deu a comer, a carne do lombo, todavia, deixou as vísceras e os ossos para quem vier a seguir. Daqui a dois anos, ou nas próximas legislativas.
Como militante do partido e, sobretudo, como cidadão deste país, espero que PPC muito, sinceramente, tenha a lucidez e o sentido patriótico, para levar a cabo a difícil missão que lhe foi conferida pelos militante na passada sexta-feira, de mudar o discurso politico até aqui utilizado pelo PS e falar cara á cara, com os portugueses. Explicar de forma cabal todas as posições que tomar como líder do maior partido da oposição. A sua sorte, será também a dos seus concidadãos. Nunca na nossa história politica, se exigiu tanta responsabilidade à oposição.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Exige-se!!
O país chegou ao estado que chegou, não só devido às políticas desacertadas e ao populismo sem limites levado a cabo pelo primeiro-ministro, mas também, pelo conjunto de pessoas que votaram nele nas últimas eleições. Deram mais uma caução ao partido Socialista para prosseguir no desacerto.
Muitos dos grupos e classes profissionais insatisfeitos com as medidas contidas no Orçamento de Estado para 2010 e no Programa de Estabilidade e Crescimento, estavam convencidas que os aumentos dos vencimentos e as regalias ocorridos no ano passado se manteriam ad eternum. Foram na conversa eleitoralista. Como se costuma dizer; não há almoços grátis. A conta chegou, agora só nos resta pagar.
Na verdade, o panorama é muito pouco animador; as contas públicas num estado calamitoso e sem precedentes na história politica mais recente, as empresas e as famílias endividadas num nível muito preocupante.
A oposição politica responsável, face à situação económico-financeira que o país atravessa, na qual incluo, obviamente, o Partido Social Democrata, só lhe resta um caminho: exigir ao actual Governo, rigor e ética na gestão da coisa pública.
O Governo do partido socialista é o principal responsável pela situação social, económica e politica em que mergulhámos. Bem podem invocar números, estatísticas, crises financeiras e o que a máquina comunicacional ao serviço lhes aconselhar, certo é que, os factos entram todos os dias, nas casas dos portugueses.
Vivemos pior do que vivíamos há dez anos, por isso, pede-se aquém nos governa muita disciplina na despesa pública e, par disto, bons exemplos. Ninguém é obrigado a gerir a coisa pública, todavia, quando nos predispomos a tão nobre tarefa, temos que a realizar com a maior lisura e honestidade possível. Quem não concordar com estas regras, de duas uma, ou sai pelo seu próprio pé, ou o sistema tem de garantir a sua exoneração. O passado recente, tem demonstrado o contrário disso.
Muitos dos grupos e classes profissionais insatisfeitos com as medidas contidas no Orçamento de Estado para 2010 e no Programa de Estabilidade e Crescimento, estavam convencidas que os aumentos dos vencimentos e as regalias ocorridos no ano passado se manteriam ad eternum. Foram na conversa eleitoralista. Como se costuma dizer; não há almoços grátis. A conta chegou, agora só nos resta pagar.
Na verdade, o panorama é muito pouco animador; as contas públicas num estado calamitoso e sem precedentes na história politica mais recente, as empresas e as famílias endividadas num nível muito preocupante.
A oposição politica responsável, face à situação económico-financeira que o país atravessa, na qual incluo, obviamente, o Partido Social Democrata, só lhe resta um caminho: exigir ao actual Governo, rigor e ética na gestão da coisa pública.
O Governo do partido socialista é o principal responsável pela situação social, económica e politica em que mergulhámos. Bem podem invocar números, estatísticas, crises financeiras e o que a máquina comunicacional ao serviço lhes aconselhar, certo é que, os factos entram todos os dias, nas casas dos portugueses.
Vivemos pior do que vivíamos há dez anos, por isso, pede-se aquém nos governa muita disciplina na despesa pública e, par disto, bons exemplos. Ninguém é obrigado a gerir a coisa pública, todavia, quando nos predispomos a tão nobre tarefa, temos que a realizar com a maior lisura e honestidade possível. Quem não concordar com estas regras, de duas uma, ou sai pelo seu próprio pé, ou o sistema tem de garantir a sua exoneração. O passado recente, tem demonstrado o contrário disso.
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